REVOLUÇÃO ANÁRQUICA ESPIRITUALISTA

Recentemente convidamos todos a participar de uma revolução anárquica espiritualista. Com isso nos tornamos responsáveis por todos aqueles que aceitarem o convite. Por isso precisamos ajudá-los na identificação dos alvos e na mira perfeita. Só assim eles poderão vencer essa batalha e viverem uma existência em paz, harmonia e felicidade

É isso que vamos fazer nesse blog. Em cada postagem um alvo e uma munição para vencer a batalha contra o mundo.


sexta-feira, 15 de março de 2019

RAZÃO PARA SOFRER


Participante: é por causa das condições que impomos que o ser humano sofre. É porque exigimos ser amado, ser contentado, ser elogiado e ser reconhecido que sofremos. Certo?

Sim, os sofrimentos que os seres humanizados vivem durante a encarnação são motivados por condições que impõem para serem felizes. Mas, o pior é que além de viverem sofrimentos nessa vida, os materialistas acabam sofrendo na outra.
Muitos são os seres universais que exercem suas atividades espirituais na vida carnal aprisionado aos anseios e objetivos humanos. Esses acabam sofrendo na outra. Isso porque quando chegam lá verificam que tudo aquilo que acreditavam não comungava com os anseios do espírito. Aí sofrem a decepção.
Estes seres imaginam bom, no sentido da elevação espiritual, ajudar o próximo, praticar a caridade ou realizar trabalhos espirituais Tais ações só são vistas como elevadas pelos seres humanizados, pois o espírito de posse de sua consciência espiritual só se preocupa com sua relação com Deus.  Esse objetivo não é o mesmo daqueles que praticam a caridade porque acham bom.
Eles praticam a caridade apenas se preocupando em realizar o que querem e não em união com o Pai. Quando chegam do outro lado conseguem ver a diferença entre uma e outra coisa e por isso sofrem com a forma como viveram durante a encarnação.
 O conhecimento de que existe um objetivo diferente vivenciado pelo espírito quando liberto da materialidade deve servir a vocês para pararem de se iludir imaginando que a ação humana tem importância. Deve levar a começarem a se preocupar com a intencionalidade com que vivem cada acontecimento. Conscientes do objetivo real que pretendem alcançar ao fazer isso ou aquilo podem, então, viver o mesmo acontecimento ligado ao objetivo espiritual ao invés de ficarem presos ao material.
No caso da caridade material, por exemplo, costumo dizer que se dar comida aos outros fosse sinal de elevação espiritual Cristo teria aberto um restaurante que forneceria alimentação gratuita para todos. Na verdade, em anos de pregação só houve uma vez que se preocupou com a alimentação dos que o seguia. Mesmo assim, não foi motivado pela fome de quem o seguia que fez o milagre da multiplicação dos peixes e pães.
Quando é avisado que não dispunham de alimentos suficientes para todos que o seguia, Cristo diz que não é justo que isso aconteça. Ou seja, o que o motivou verdadeiramente a dar alimentos não foi a fome, mas sim a justiça. O que motivou Cristo foi achar que não era justo que os que o seguia não tivessem o que comer.
O que se faz ou o que se deixa de fazer nesse mundo não tem importância alguma. O que realmente importa para a elevação espiritual é que tipo de felicidade se objetiva alcançar através daquela ação. Se a felicidade precisa de elementos materiais ou se está vinculado a um ‘certo’ humano, é prazer; se está liberto destas questões, é espiritual.
A felicidade deve existir no ser humano e não nascer de qualquer elemento. Tendo esta dependência ela torna-se material, pois a felicidade oriunda da relação com Deus não depende de nada: ela existe sempre.

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