Mas, já que estamos falando de pecadora, deixe-me contar uma história. Existia, no oriente, uma prostituta que morava em frente a um templo. No dia em que um monge soube como aquela mulher ganhava a vida, foi lá e acusou-a de pecadora por ser prostituta, já que esta profissão era contrária aos desígnios de Deus.
Ela pediu milhares de desculpas porque não sabia que se
prostituir era contrário aos desígnios de Deus. Disse que necessitava daquela
profissão para subsistir, mas já que era contrária a Deus, não mais a
praticaria. Só que não conseguiu arrumar dinheiro de outro jeito e, quase morrendo
de fome, voltou a receber homens...
O monge soube que ela voltou a trabalhar e visitou-a
acusando. Para mostrar a força de sua acusação disse: para cada homem que você
receber vou colocar uma pedra na porta da sua casa.
Quando a pilha de pedras estava gigante, morreram o monge e
a prostituta ao mesmo tempo. Logo depois desse evento, quando o monge estava
sendo carregado pelo anjo para baixo, o religioso viu que outro anjo passava
carregando a prostitua. Só que o amigo espiritual que levava a mulher se
dirigia para cima.
Estupefato, o monge disse: ‘mas, como? Ela é uma prostitua e está sendo levada para cima e eu, que
sempre dediquei a minha vida a Deus, vou para baixo? O anjo que o levava
respondeu: ‘acontece que o seu coração
está pesado com muitas pedras. Por isso tem que descer’.
Com essa história aprendemos que, para não ser pecador, não
é preciso apenas fazer oração, mas amar e servir ao próximo. Esse serviço não
se caracteriza por nenhum ato material, mas por não acusá-lo de qualquer coisa,
mesmo que quebre a lei de Deus.

Nenhum comentário:
Postar um comentário